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EvilFiles | Ursinho Pooh: Sangue e Mel – método de tortura em formato de filme

Toda obra tem seus direitos autorais, mas 70 anos após a morte do autor original da obra, esses direitos autorais não valem mais. Eles caem no que chamamos de domínio público, e é ai que filmes como “Ursinho Pooh: Sangue e Mel” aparecem, filmes sobre versões deturbadas de personagens amados por todos nós. Como geralmente acontece, o filme não é nada bom.

Na trama, Maria convida suas amigas para uma casa isolada no meio da floresta para se recuperar de um trauma. O que não sabiam é que a casa é vizinha da floresta dos 100 acres e que Pooh e Leitão estão com sede de sangue.

Toda a ideia dos personagens fofinhos se tornarem assassinos imparáveis é interessante e poderia funcionar, porém, ao invés de explorar isso e achar alguma forma de conectar o público com a história clássica do Pooh e seus amigos, o diretor e roteirista Rhys Frake-Waterfield decidiu basicamente fazer o filme de terror mais genérico e clichê possível.

Pooh e Leitão poderiam literalmente ser qualquer outra pessoa ou personagem que não faria a menor diferença. O filme peca em ter qualquer personalidade própria, não consegue nem ao menos ter mortes memoráveis ou assassinos marcantes (por ter personagens tão conhecidos como assassinos, o filem poderia ter tudo isso facilmente).

Sem falar que as máscaras e maquiagens dos assassinos são tão ruins que em momento algum passam a ideia de serem de fato monstros híbridos entre animais e humanos. Não mesmo. Desde o inicio é extremamente visível que estamos vendo apenas pessoas fantasiadas correndo atrás de outras pessoas.

Falando nas outras pessoas, tanto Christopher Robin quanto o grupo de amigas principais são burros feito portas. Mas não são os típicos personagens burros de filmes de terror, esses conseguem se superar na burrice, desde decidir seguir os monstros para fora da casa ao invés de ligar para a polícia ou seguir Pooh de volta para os 100 acres quando já haviam fugido do lugar. É inacreditável o nível da burrice (uma personagem apaga batendo a cabeça no volante do carro sendo que ela mesma pisou no freio).

Sobre o roteiro em si, como mencionado antes, a ideia era boa e poderia ter dado um filme bom ou ao menos divertido, mas Rhys claramente não sabe o que estava fazendo e não só criou uma história ridiculamente genérica como também consegue ser ruim ao ponto de se contradizer no próprio filme. Afinal, Pooh e Leitão abandonaram seu lado humano completamente, mas ainda dormem em camas, usam roupas, usam eletricidade, usam armas, sabem ler e escrever e até sabem dirigir!

Em conclusão, Ursinho Pooh Sangue e Mel é podre até o limite. Não tem nada nesse filme que se salva, é genérico, sem personalidade e possuiu os personagens mais burros que se pode imaginar. Felizmente, o mesmo não pode ser dito sobre a sua continuação.  A única coisa a se elogiar desse primeiro filme é que ele possui apenas uma hora e vinte de duração, pelo menos acaba rápido.

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