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[CapcomSpace] Exoprimal (Análise)

É inegável que nos últimos anos a Capcom tem se mostrado bastante competente ao conseguir se reerguer após alguns fiascos com a franquia Resident Evil e entre outras ações que a empresa tomou, entretanto uma coisa é certa sobre a empresa: quando ela decide investir em algum tipo de shooter cooperativo é certo que ela vai errar em algum ponto do jogo por algum motivo, porém as coisas podem estar prestes a mudar.

Com a chegada de Exoprimal, podemos estar começando a ver uma possível mudança nesse pensamento que alguns jogadores têm tido nesses últimos anos, mesmo que a passos bem pequenos.

Esta análise foi escrita graças ao fornecimento a nós do EvilHazard do código do jogo, através da Capcom Brasil, a quem deixamos nossos mais sinceros agradecimentos!

Plataformas e ano de lançamento: PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series S|X e PC (2023)
Desenvolvedora e Publicadora: Capcom
Gênero: Tiro em Terceira Pessoa
Número de jogadores: 1 a 10, somente online

Anunciado em março de 2022, Exoprimal é mais uma das tentativas da Capcom de emplacar um jogo de tiro feito por ela, assim como foi com RE:Verse e Umbrella Corps, mas dessa vez com elementos um tanto peculiares por assim dizer, já que Exoprimal combina uma temática de dinossauros (coisa que muitos jogadores não gostaram pois esperavam um retorno da série Dino Crisis) com exotrajes altamente tecnológicos em uma partida de PvPvE com até 10 jogadores, sendo 5 jogadores para cada time. Além disso o jogo é a primeira grande investida da Capcom nesse mercado de jogos live service ou jogos como serviço, mercado esse que tem apresentado uma grande demanda, visto o sucesso que jogos como Fortnite e Destiny 2 têm tido nos últimos anos.

Em seu enredo principal, Exoprimal se passa no ano de 2043 e a humanidade se encontra quase extinta; complementando isso, o mundo enfrenta uma estranha anomalia que provoca o surgimento repentino de dinossauros em diversas cidades do planeta. Para combater essa ameaça, uma megacorporação chamada Aibius conta com grupo de pilotos seletos que são capazes de pilotar exotrajes que lhes concedem habilidades sobre-humanas.

Dentre esse grupo conhecemos o nosso protagonista, o piloto Ace, que havia sido recém-contratado pela Aibius e que durante uma missão de rotina sofre um acidente com sua aeronave enquanto sobrevoava uma ilha chamada Bikitoa; esse incidente acaba por transportar Ace no tempo, o levando de volta há três anos no passado, e é nesse ponto que o jogo começa com o jogador controlando Ace e sua equipe, que acabam por ser obrigados a participar dos jogos de guerra da inteligência artificial Leviatã.

A trama de Exoprimal é contada de uma maneira diferente, já que o jogo não tem um modo singleplayer padrão; sua história é contada através de vários arquivos que o jogador coleta após as partidas e que podem ser acessados através do Menu “Mapa da Análise”. No geral, a forma como a Capcom escolheu para contar sua história é funcional, mesmo que para alguns não seja o ideal, visto que certos elementos-chave podem ser perdidos com certa facilidade pelo desinteresse do jogador.

Enquanto a história de Exoprimal cumpre a sua função de dar um objetivo maior aos jogadores, o seu gameplay é o que realmente consegue segurar o jogo. Em seu modo de jogo principal que é o “Sobrevivência Jurássica” vemos uma ação frenética do ínicio ao fim, onde os jogadores devem derrotar hordas das criaturas jurássicas que literalmente chovem do céu a partir de portais temporais, tudo isso para chegar a um destino antes da equipe adversária. Com isso podemos ver dois tipos de desfechos, sendo eles o encerramento da partida de forma direta já premiando o time vencedor que conseguiu cumprir o objetivo mais rápido, ou a outra vertente que seria um pequeno confronto entre os dois times. Por conta disso é essencial que os times tentem buscar uma composição equilibrada de suporte, tanque e danos dentre os 10 exotrajes que chegaram já no lançamento do jogo.

Se a gameplay aparenta ser um ponto fraco para o jogo por conta de sua repetição, algo que pode ser muito elogiável em Exoprimal é a sua parte técnica, com seu design gráfico e de áudio muito bem trabalhados, apesar de ser estranho só termos dublagem do Leviatã, porém não chega a prejudicar a experiência com o jogo. Todo o conteúdo é legendado em Português Brasileiro, o que ajuda na compreensão da história e também na navegação pelos menus.

A performance do jogo também está bem satisfatória, visto que é um jogo cross-gen. Na versão PS5, que é a versão que jogamos, são notadas pouquíssimas quedas de frames até mesmo em momentos em que a tela se encontra infestada por dinossauros, enquanto temos no mesmo período mais dinossauros caindo do céu e os jogadores fazendo uso das habilidades de seus exotrajes, porém um ponto negativo fica por conta de algumas telas de carregamento mais longas, o que ocasiona algumas esperas bem cansativas entre as partidas.

Já listamos alguns dos problemas de Exoprimal durante essa análise, mas uma coisa que fica evidente é que o jogo foi feito para tentar surfar nessa onda de jogos como serviço, o que não é ruim pois Exoprimal traz mecânicas interessantes para um jogo nesse estilo, mas assim como muitos outros que erraram no passado, Exoprimal também acaba por errar nesses mesmos pontos, visto que o mesmo não traz uma variedade maior de modos de jogo ou mapas em seu lançamento para assim atrair mais a atenção dos jogadores, juntamente ao fato de ter uma história desinteressante pelo modo como ela é contada e o fato de ser um jogo como serviço que vende suas skins mas ao mesmo tempo é vendido a preço cheio nas lojas.

Mesmo com seus problemas, Exoprimal conseguiu surpreender este Redator! Quando comecei a jogá-lo, minhas expectativas eram bem baixas visto a negatividade que pairava sobre o jogo, mas no fim das contas o resultado foi positivo, me fazendo me divertir bastante nas horas que peguei para jogá-lo. Apesar de seu estado atual ser um tanto fraco pela sua falta de conteúdo que faça valer o investimento, Exoprimal possui uma base de gameplay bem sólida e isso pode ajudar a Capcom em um futuro próximo. Além disso podemos ver mudanças bem positivas no jogo caso a Capcom consiga mantê-lo atualizado e renovando constantemente o seu conteúdo, uma vez que ele já possui um calendário de colaborações com outras franquias da Capcom.

Lembrando que Exoprimal foi lançado no dia 14 de julho para PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series S|X e PC.

Esta análise foi escrita graças ao fornecimento a nós do EvilHazard do código do jogo, através da Capcom Brasil, a quem deixamos nossos mais sinceros agradecimentos!

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