ANUNCIE AQUI!

EvilSpecial – Resident Evil 2 Remake: o que esperamos? (e queremos!)

Em 12 de agosto de 2015 foi anunciado que a Capcom estava oficialmente trabalhando no remake de Resident Evil 2. Desde então, não há praticamente nenhuma notícia sobre o projeto. Existem muitas especulações de como o título será, no entanto, sem confirmação oficial. Uma delas (que inspirou esse artigo) foi a notícia postada por uma fonte no Reddit, indicando que o jogo será realmente em terceira pessoa. Esse artigo tem o objetivo de listar 6 dos prováveis caminhos a serem tomados no remake.

ANTES DE TUDO: ENTENDENDO A DEMORA DE NOTÍCIAS OFICIAIS

Apesar do anúncio já ter mais de dois anos, ainda não temos nenhum trailer ou screens oficiais. Voltando um pouco no tempo, entendemos melhor o porquê dessa demora por parte da Capcom.

Jogos clássicos sempre atraem a atenção de fãs, e entre eles há programadores. O estúdio independente Invader Studios vinha há um bom tempo trabalhando em um remake não-oficial do título. Porém, a visibilidade que o projeto ganhou foi muito grande, com seus vídeos ultrapassando um milhão de visualizações. Ao perceber que a ideia poderia ser rentável, no final de 2014 a Capcom lançou uma pesquisa avaliando a possibilidade de mais remakes além do primeiro título. Com a resposta favorável, em 2015 foi anunciado oficialmente o Remake (afinal, é melhor fazer uso dos direitos autorais e tomar o projeto – e lucro – para si, ao invés de deixar que alguém o faça, certo?).

Como sabemos, desde o lançamento de RE6 em 2012 a Capcom mantinha uma divisão dedicada no sétimo jogo, que sofreu diversas alterações, até chegar ao resultado final. Por isso, embora anunciado em 2015, o Remake do 2 não era um título já sendo trabalhado.

Confira agora os seis prováveis caminhos a serem tomados pelo Remake de Resident Evil 2, em nossa opinião e baseado no que já foi divulgado oficialmente ou extra-oficialmente:

1 – UM JOGO DIGNO DESSA GERAÇÃO

Ainda que uma parte da equipe que trabalhava no remake não-oficial tenha sido integrada para contribuir na parte criativa, o projeto da Capcom não terá nenhuma parte aproveitada. Enquanto o projeto não-oficial usava a Unreal Engine 4, o caminho lógico a ser seguido é o uso do motor gráfico próprio, a Resident Evil Engine…

Como dito acima, RE7 passou por muitas mudanças da ideia original (antes teria mais ação, assim como o visto em RE6, e traria personagens já conhecidos). Com esse tempo a mais de produção, foi decidido criar um motor gráfico próprio, que ajudaria os desenvolvedores a obter o resultado fotorrealista desejado, lembrando os jogos clássicos, que utilizavam cenários pré-renderizados.

A engine, associada à técnica de fotogrametria (em que objetos reais e pessoas são escaneados de forma a obter suas renderizações e proporções mais rápido), permitiram chegar ao resultado rico em detalhes de RE7. Porém, criar uma tecnologia nova envolve custo, e por isso obviamente a engine seria utilizada em mais projetos. Que veremos os cenários do RPD feitos com essa tecnologia não há dúvidas, mas e quanto a Leon e Claire? Isso nos leva ao próximo assunto…

2 – A PERDA DOS DUBLADORES ORIGINAIS

Desde a geração passada de consoles, a melhoria na tecnologia criou a necessidade de personagens não apenas mais detalhados, mas também com ações mais realistas. Por isso, é indispensável nos jogos atuais artistas de captura de movimentos. Apesar de haver exceções, geralmente a pessoa responsável pela voz também tem seus movimentos registrados.

A dubladora original de Claire, Alyson Court, já afirmou que não está envolvida no projeto. Apesar de isso ser triste para os fãs, considerando a captura de performance como um todo, é possível entender o porquê de não usarem a atriz (que possui idade e aparência diferentes da personagem). Matthew Mercer, que dubla Leon desde Resident Evil 6, e Courteney Taylor (que também trabalhou em RE6 como Ada Wong), afirmam que também não estão envolvidos.

Já Paul Mercier (que dublou Leon em RE4), foi o único a não dar uma resposta concreta, afirmando que “não pode negar nem confirmar seu envolvimento no jogo”. A escolha de um ator menos conhecido também pode ter outro motivo, além da captura de movimentos: muitos estúdios (a própria Capcom inclusive), decidem optar por pessoas que não sejam registrados no sindicato de atores dos Estados Unidos, para obter uma mão de obra mais barata.

3 – JOGO EM TERCEIRA PESSOA, CERTO?

Um vazamento de informações no Reddit de uma fonte interna na Capcom afirmou no último dia 12 que o projeto será em terceira pessoa. A informação deve ser tratada como rumor, uma vez que não foi anunciada oficialmente. Contudo, essa não seria uma grande novidade, já que o remake deve representar o material-base… Ou não?

Devido à longevidade da série Resident Evil, a base de fãs se divide em pelo menos 3 grupos: aqueles que acompanharam os jogos clássicos, com jogabilidade “tanque” e focados no terror, os que conheceram a partir de RE4; numa fase voltada à ação e combate, e uma nova geração, que acompanham jogos de terror em primeira pessoa e repletos de jumpscares, voltados mais para a fuga. Então é possível agradar a um público tão dividido? A resposta é: Sim, desde que se saiba COMO trabalhar isso.

RE2 Remake precisa seguir o jogo original, isso é fato. Porém, colocar um jogo com uma jogabilidade tanque, nos dias atuais, não funcionaria tão bem quanto funcionou no remake de Resident Evil 1, pois a grande maioria dos jogadores ficaria confusa e frustrada com a movimentação.

A solução mais adequada seria a seguinte: manter a jogabilidade padrão em terceira pessoa, com movimentação similar aos jogos da sub-franquia Revelations, e possivelmente ter opções em primeira pessoa (embora o suporte para VR encareça o jogo, pode trazer um maior apelo em vendas), e até mesmo contar com um modo de câmera clássica, para os saudosistas.  Para os que argumentam que trazer mais de uma opção tiraria a identidade do jogo, basta lembrarmos de jogos como GTA V, que adaptou muito bem a jogabilidade já existente para a primeira pessoa, quando recebeu remasterização. E na própria série já vimos mais de um modo de câmera: no cenário Lost in Nightmares, de RE5, é possível ativar a opção.

4 – MELHORIAS NA JOGABILIDADE E HISTÓRIA

Resident Evil Remake foi fiel à toda a história estabelecida no game original, mas ainda foi capaz de trazer inovações. Nele, encontramos novos inimigos (crimson heads), personagens (Lisa Trevor) e armas (punhal, arma de choque, granadas). Apesar disso, ainda manteve o furo de não existir um final em que todos os sobreviventes apareçam juntos.

Resident Evil 2 Remake tem a chance de resolver esse furo na história (poderia ser simplesmente explicado na introdução, como seria mostrado na abertura original de RE2, mas terminou descartado da versão final), além de trazer uma maior integração com outros jogos que ocorrem no mesmo período, como RE3.

Sabemos que a primeira metade de Resident Evil 3: Nemesis se passa antes de Leon e Claire passarem pelo RPD. Uma forma de mostrar a integração dessas histórias seria mostrar os danos causados pelo Nemesis no local: a janela próxima da escada já estar quebrada, encontrarmos Brad zumbi de forma oficial (e não como um easter-egg apenas), com as marcas do ataque na cabeça, etc.

Já quanto à melhoria em jogabilidade, em RE7 pela primeira vez vimos de fato danos causados em uma parte específica do inimigo (por exemplo, quando atiramos em Jack e o furo do tiro fica na parte exata do corpo). Esse trabalho, aliado a danos no cenário, seriam um toque a mais de realismo para aumentar a imersão do jogador.

Além disso, a possibilidade de jogar em dois cenários com cada protagonista é uma das coisas que deixam os fãs confusos. Embora existam os cenários considerados canônicos pela Capcom, delimitar um único caminho para cada personagem é uma forma de tornar a história mais coesa. Também seria interessante aumentar a participação dos personagens secundários, como Ada e Sherry.

5 – MODOS EXTRAS DE JOGO

Como explicado acima, temos outros personagens importantes além de Leon e Claire. O remake traz a possibilidade de explicar melhor como Ada escapou de Raccoon City, em um possível capítulo extra (que substituiria de forma oficial o capítulo do spin-off Umbrella Chronicles). A mesma possibilidade se encaixa para os personagens Hunk e Sherry (que sabe-se apenas que a garota foi instruída a ficar na delegacia, mas não se sabe o que passou horas antes, até a chegada de Claire – uma chance a mais de integrar as histórias, com a garota se escondendo de Nemesis… não custa sonhar!).

No caso de Sherry, ainda voltamos a ver a garota em RE6. Já Hunk, a única vez em que assumimos seu controle num contexto de história é no modo extra de RE2 (ele também aparece em files em CODE: Veronica e participa do Mercenaries de RE4, mas não é canônico). Um dos personagens mais queridos dos fãs, até agora permanece um mistério quais são as reais motivações do implacável Sr. Morte. Além de estabelecer uma história melhor contextualizada, um conteúdo envolvendo o agente poderia até levá-lo a uma futura participação em um próximo título numerado. Portanto, seria um conteúdo extra que agradaria a maioria dos fãs.

6 – JANELA DE TEMPO PARA O LANÇAMENTO

Uma das especulações sobre o título é que, por ter sido anunciado há dois anos, poderia já estar em estágio avançado e ser lançado no começo de 2018 (até março, quando encerra o ano fiscal).

Parte do rumor se deve aos relatórios fiscais da Capcom, que prometem um título ainda não anunciado para o ano seguinte. Entretanto, é provável que o título seja um novo título da franquia Devil May Cry, ou até mesmo uma nova IP. Considerando o foco nos esforços para o lançamento de conteúdos extras para Resident Evil 7, somado ao fato do atraso na DLC Not a Hero (que teve de ser refeita), seria improvável já termos um lançamento no começo do ano.

Nada impede porém o anúncio de novas informações. Agora com o caminho livre (com o término da temporada de conteúdos de RE7), é de se esperar que a equipe de produção volte os esforços para o Remake. Portanto, temos chance de ver algo como um trailer ainda no final deste ano, na PlayStation Experience, por exemplo.

E vocês comrades, quais são suas expectativas com o título? Gostariam que o título desse mais de uma opção de câmera, ou a inclusão de novos capítulos extras explicando a jornada de personagens secundários por Raccoon City? Deixe sua opinião e teorias nos comentários!

Comments

comments

Curtiu este artigo? Gostaria de APOIAR nosso projeto para que ele siga criando os mais diversos conteúdos do universo do Survival Horror? Basta nos ajudar com qualquer colaboração através do PIX! Desde já agradecemos!

Facebook
Twitter
Telegram
Email
WhatsApp

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Populares

Nossa Loja Evilstore

APOIE-NOS NO PADRIM!

Séries de Resident Evil

EvilFiles: Análises e Biografias

EvilSpecial: Artigos e Traduções

EvilWorld: O Universo do Terror

VOCÊ PODE GOSTAR

Populares

Nossa Loja Evilstore

APOIE-NOS NO PADRIM!

Séries de Resident Evil

EvilFiles: Análises e Biografias

EvilSpecial: Artigos e Traduções

EvilWorld: O Universo do Terror

Contact Us