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EvilTalk – Por que os jogos de vídeo game NÃO são responsáveis por massacres e atos de violência?

No EvilTalk, nossos redatores irão apresentar, em texto, suas opiniões acerca dos mais variados assuntos que envolvem a franquia Resident Evil e demais obras do terror/survival horror, em uma narrativa questionadora e que dará preferência à abordagem de temas polêmicos e que geram discussão na base de fãs do assunto em questão.

ATENÇÃO: todo o exposto nos textos do EvilTalk refletirão unicamente as opiniões e convicções do Redator responsável pela publicação.

Neste texto, o tema a ser abordado pelo Redator e Administrador do EvilHazard, Joe Silva, será: Por que os jogos de vídeo game NÃO são responsáveis por massacres e atos de violência?

O ano de 2019 vem sendo difícil para nós brasileiros, um ano que já anota grandes tragédias em um curto espaço de três meses. Na última quarta-feira, tivemos um novo baque: dois assassinos fizeram oito vítimas fatais em um ataque premeditado a uma escola da cidade de Suzano, no interior de São Paulo. Após executar o próprio tio em sua loja de carros, um dos indivíduos e o outro assassino entraram na escola, munidos de arma de fogo e armas brancas. Lá mataram outras sete pessoas e, com a aproximação da polícia, um dos assassinos matou o comparsa e depois se suicidou.

Um dos indivíduos utilizava uma “máscara de caveira”, popular em um conhecido jogo de tiro famoso entre os jovens atualmente. Depoimentos de amigos e pessoas próximas dos dois assassinos revelaram também que os jovens adoravam jogar vídeo game e jogos “violentos”, sendo ambos frequentadores assíduos de uma lan house da região. Isso bastou para que setores da sociedade resgatassem um velho e errôneo pensamento: “vídeo games são responsáveis por massacres e tragédias, e são os culpados pelo massacre de Suzano-SP”.

Não! Não são!

Culpar única e exclusivamente os vídeo games ou os jogos considerados “violentos” por grandes tragédias e massacres envolvendo atiradores e mortes beira a ignorância. Há muito tempo se discute se os jogos podem mesmo influenciar este tipo de ataque, é um estudo praticado em todo mundo e em especial nos Estados Unidos, país manchado há décadas por diversos massacres em escolas e universidades (ex: Columbine), mas até hoje nenhum estudo relevante “punindo” os games foi publicado. Pelo contrário. Um estudo recente feito por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, mostrou que o ato de jogar games violentos não tem relação com a agressividade de adolescentes.

Outro fator que deve ser levado em consideração é a real motivação de assassinos para ataques deste tipo. Depoimentos de pessoas próximas aos indivíduos responsáveis pela barbárie de Suzano afirmam que um dos assassinos sofria bullying em sua ex-escola por ser muito magro e “espinhento”. O bullying, aliás, vem sendo motivo recorrente de ataques e demonstrações de ódio entre crianças, adolescentes e adultos por todo país e também no mundo, e tal fato nada tem a ver com gêneros de jogos eletrônicos ou consoles e PCs.

Há de se analisar ainda a saúde psicológica e o próprio caráter da pessoa que comete tais crimes ou massacres: sabe-se que um dos indivíduos do atentado em Suzano já havia cometido crimes no estabelecimento do próprio tio e que por tal fato foi demitido; era um garoto de 17 anos que morava com a avó recém-falecida, sua mae é usuária de drogas e seu pai não se sabe se esta vivo ou não já que sempre foi ausente, e com histórico de violência na própria ex-escola onde vitimou sete pessoas. A saúde psicológica de um indivíduo, bem como sua índole e caráter, não possuem ligação alguma com jogos de vídeo game, e por eles não podem ser moldados.

“A ideia de que videogames violentos geram agressividade no mundo real é popular, mas não foi provada muito bem com o tempo” – Andrew Przybylski, diretor de pesquisa do Instituto de Internet de Oxford.

O fato de os jovens gostarem de jogar games violentos, isoladamente, não os tornam assassinos. Além dos elementos citados acima e que devem ser levados em conta antes de qualquer argumento ignorante contra os jogos, deve-se analisar também a facilidade com que estes jovens adquiriram a arma de fogo e as armas brancas usadas no massacre, responsabilidade esta que pode recair nas costas do Estado ou dos veículos que facilitaram esta negociação, por exemplo. Ademais, deve-se analisar também a responsabilidade das famílias dos assassinos neste episódio, bem como o papel que teve a escola vítima do crime na época em que os ex-alunos sofreram o alegado bullying; aparentemente, o bullying era frequente na escola Raul Brasil.

Fica fácil de entender, portanto, que culpar os vídeo games é o caminho mais preguiçoso e irresponsável. Falas como a de Hamilton Mourão, vice-presidente da República. (ele foi um dos que disse publicamente, comentando o massacre, que os jovens estão viciados em video games violentos) são hipócritas e em nada nos ajuda a compreender o que realmente foi o estopim para os jovens de 17 e 25 anos terem praticado tamanho horror na escola de Suzano. Nós, que somos gamers, temos sim plena consciência de que algumas situações dos jogos podem provocar sentimentos de raiva ou outros tipos de sensações, mas são emoções passageiras, emoções como reclamar de um lance errado em um jogo de futebol, ou o sentimento de raiva diante de uma injustiça política ou social, são manifestações de momento, ou seja, não há relação direta disso com comportamentos agressivos ou com crimes premeditados com bastante antecedência da data de execução.

O que deve ser enaltecido é: aqueles jovens que jogam video games e que estão bem psicologicamente, dificilmente se tornarão pessoas violentas! Ou seja, acima de qualquer coisa, o que deve ser observada é a saúde mental do indivíduo, a saúde psíquica, a saúde psicológica da pessoa, e este tipo de observação, em casos semelhantes a este de Suzano, começam justamente na escola, ou no seio familiar, após episódios de bullying ou violência verbal, por exemplo. Jogos de vídeo game não moldam caráter, não definem índole, assim como programas policiais sensacionalistas não formam sozinhos assassinos, psicopatas, nem novelas do horário nobre formam pedófilos ou estupradores.

Após o massacre ocorrido em Suzano nesta quarta-feira, muitas pessoas foram às redes sociais para ajudar a promover a hashtag #somosgamersnaoassassinos, ajudando a hashtag a se tornar um dos assuntos mais comentados em redes como o Twitter. Para nós, que somos gamers e trabalhamos no meio, esta é uma discussão importantíssima, e nós devemos espalhar esta palavra! Jogos de video game NÃO formam assassinos ou serial killers, tais psicopatias são fruto da mente doentia dos indivíduos, de traumas que viveram, de más experiências que tiveram, da eventual ausência da escola ou da família que foi sentida.

Precisamos enaltecer para a sociedade em geral que os jogos são fonte de cultura e aprendizado, fonte de lazar e entretenimento saudável! Os jogos de video game influenciam sim, mas para o bem! Jogos de vídeo game podem nos ensinar línguas, jogos de vídeo game podem ser uma importante ferramente para a inclusão social, podem nos ensinar sobre as civilizações antigas, podem nos ensinar valores como a amizade e o amor, podem nos ensinar sim noções de caráter e bom senso, podem nos dar um vislumbre de como será o futuro das cidades, da tecnologia, jogos de vídeo game podem afastar o jovem da vida noturna e dos perigos que ela traz, jogos de vídeo game movimentam um mercado extremamente lucrativo e em vertiginoso crescimento não só no Brasil mas no mundo..

.. assim como a música e o cinema, jogos de vídeo game são ARTE, arte que merece ser apreciada e valorizada!

Todos nós do EvilHazard estamos muito sensibilizados com a tragédia de Suzano, lamentamos profundamente a dor das famílias e pedimos a Deus que conforte o coração de todos, mas responsabilizar unicamente os vídeo games por este lamentável episódio não é o melhor caminho. Tipos de jogos nós sabemos que existem muitos, e é aí que entra a família em seu importante papel de selecionar aos seus filhos aquilo que eles podem ou não jogar, dependendo de sua faixa etária.

Aqui não se deve apontar os vídeo games como principais responsáveis, mas sim questionar: qual é a responsabilidade da família dos assassinos, neste episódio? Teria havido negligência na criação deles, na educação? Na época em que eram ex-alunos, a escola vítima do massacre ofereceu aos alunos tratamento psicológico adequado para curar suas mentes? Os jovens sofriam de algum distúrbio psicológico, mental ou psiquiátrico? A discussão do bullying era algo recorrente no ambiente escolar? São perguntas ainda sem resposta..

.. os jogos de vídeo game são os principais responsáveis por massacres e atos de violência? Esta pergunta tem resposta: NÃO!

Inspirado em artigo do UOL Jogos.

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